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  Quinta-Feira, 28 de Agosto de 2008


Entrevista a Nuno Ribeiro (Controlinveste)

publicado por Redacção Kazulo

Entrevista a Nuno Ribeiro (Controlinveste)

Nuno Ribeiro, Director de eBusiness & Multimedia da Controlinveste, é o convidado desta semana para a conversa com o WebMarketing, a quem desde já agradecemos.


À semelhança dos anteriores entrevistados, Nuno Ribeiro falou um pouco sobre si, sobre o estado do e-marketing em Portugal e o que espera desta àrea para o futuro.

Segue a entrevista.



WebMarketing: Onde estava quando rebentou a primeira bolha das dotCom?
Nuno Ribeiro:
Em 1999 tinha regressado à editora Ferreira & Bento, que foi depois adquirida pela Cofina. A Ferreira & Bento, foi na minha opinião um “case study” nacional em relação à boa gestão dos negócios de internet. Desde 2000 que o negócio internet era rentável, e assim se manteve (mesmo depois da bolha rebentar), muito por mérito da administração (António Bento e Jorge Bento) que tinha um excelente sensibilidade, informação e know-how sobre os negócios on line.
No período da “bolha”, estava na Cofina e a administração deu-me a oportunidade de provar que era possível viabilizar todos os projectos on line. Aplicando muito do know-how adquirido na Ferreira & Bento nos restantes projectos da Cofina. Depois de alterações de metodologias, equipas, reestruturação da gestão dos projectos e com muito trabalho de toda a equipa com quem tive o prazer de trabalhar ao longo desses anos, foi possível provar que o negócio on line, quando é bem gerido, pode ser um negócio muito rentável, ao contrário do que muitos achavam.


WMkt: Estamos a viver uma segunda bolha? Que diferenças encontra em relação à primeira?
NR:
Há “sintomas” que apontam nesse sentido. E a fase do ciclo económico que estavamos a viver também está a acentuar esses sintomas.
Estamos num momento de clarificação do mercado. Pois, quem não tem bons modelos de organização, gestão ineficaz e falta de capacidade para se adaptar às mudanças dos mercados não sobrevive.
Normalmente, os players ineficazes enquanto sobrevivem distorcem o mercado.
Mas antes de ir às diferenças, vale a pena analisar as semelhanças que provam a teoria de que a história se repete. O investidor Warren Buffet diz que “os investidores esquecem-se, e repetem os mesmos erros do passado”. E o mercado on line, pelos vistos não é excepção. Os investidores e empresários, entusiasmados por alguns “visionários” que pouco precebem do negócio digital decidem investir em projectos sem capacidade para gerar retorno...
Esta segunda “bolha” tem também algumas diferenças e a principal é que os mercados digitais estão mais maduros e os volumes de negócios são completamente distintos. Para além disso, o negócio on line continua a crescer acima dos dois dígitos e os custos marginais das operações são proporcionalmente inferiores aos que vivemos na altura da “primeira bolha”. Creio que tudo isto fará com que esta “bolha” seja mais pequena temporal e de impacto nas organizações do que vivemos na primeira. Outra diferença significativa, é que o meio tem neste momento “crédito”, pois os anunciantes e agências reconhecem a eficácia do meio.
Vamos ver se não há duas sem três...

 

WMkt: Qual a estimativa para o valor global do mercado dos media digital em portugal?
NR:
Todos os players fazem as suas estimativas...
Os dados de 2007, apontam para 35 milhões (display e search).


WMkt:. O que pensa que deve ser feito para dinamizar e acelerar o crescimento do Mercado Digital em Portugal?
NR:
Maior transparência no mercado, maior formação profissional (esta é talvez a maior lacuna que hoje estamos a viver) e melhor comunicação sobre as actividades dos players no meio.
Em relação a comunicação das actividades do meio, nos anos de 1998 a 2001, tinhamos mais eventos e conferências anualmente do que temos hoje. Havia anualmente, uma feira – Internet World Portugal – onde os players e profissionais deste mercado estavam presentes e onde se debatiam diversos temas. Também a APMP (Associação para a Promoção do Multimédia) era mais activa e organizava regularmente conferências sobre o meio.
Seria certamente um factor de energia e dinamismo para o mercado se este tipo de acções voltassem ao nosso mercado.

 

WMkt: Qual a percentagem de crescimento que se prevê para este ano?
NR:
Este é um ano onde o segundo semestre vais ser decisivo. E ainda é cedo para fazer um “prognóstico” certeiro.


WMkt: Como vê o fenómeno dos projectos Web2.0 em Portugal? Há boas iniciativas e capacidades?
NR:
As potencialidades web2.0 ainda estão pouco exploradas nos projectos com dimensão em Portugal.
Há capacidade tecnológica para fazer melhor.


WMkt: Até ao final do ano o Yahoo! e a Microsoft juntam-se ou não? Consequências para qualquer um dos casos?
NR: Acho dificil que a fusão entre o Yahoo! e a Microsoft aconteça até final desde ano, pois, há neste momentos fortes argumentos de peso pró e contra dentro de ambas as organizações.
As consequências são difíceis de avaliar em qualquer um dos casos, são dois gigantes com forte capacidade de comunicação, financeira e tecnológica.
Uma eventual fusão destes dois gigantes será um processo difícil e demorado, são culturas distintas... e quem pode ganhar esses choques culturais são os concorrentes de ambos.
A não fusão com o Yahoo! vai levar a Microsoft a fazer mais aquisições. E o Yahoo! terá de se reorganizar e definir uma estratégia mais clara de curto e médio prazo.


 
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